Emin Fatullayev, pai do jornalista azerbaijano Eynulla Fatullayev, foi ameaçado de morte se não parasse de dar publicidade ao caso de seu filho. A vida de Emin Fatullayev e de sua família estão em perigo.
Por volta das 13 horas do dia 17 de março, Emin Fatullayev recebeu um telefonema anônimo em sua residência em Baku, capital do Azerbaijão, ordenando que se “calasse” em relação ao caso de seu filho, caso contrário “toda a família seria destruída”.
Emin Fatullayev comunicou imediatamente o fato às autoridades. É a terceira vez que Emin Fatullayev é ameaçado por telefone por suas ações para levar ao conhecimento de organizações internacionais, inclusive a Amnesty International, o caso de seu filho Eynulla Fatullayev.
A Amnesty International acredita que as acusações contra Eynulla Fatullayev, preso desde 2007, não têm fundamento e o considera prisioneiro de consciência.
Nas três vezes que Emin Fatullayev recebeu os telefonemas anônimos, ordenavam que parasse de divulgar o caso de Eynulla Fatullayev. A primeira vez foi em 2007, logo depois da prisão de Eynulla Fatullayev; a segunda, em 1º de janeiro de 2010m depois que seu filho foi formalmente acusado por posse de drogas ilegais na prisão.
A pessoa do outro lado da linha dizia que foi bem-feito seu filho ter sido acusado e que iriam acontecer coisas piores.
A Amnesty International é de opinião que as acusações sobre as drogas foram fraudadas para comprometer o jornalista no momento em que seu caso é objeto de exame pelo Tribunal Europeu de Direitos Humanos. O Tribunal continua estudando o caso.
As autoridades registraram a denúncia de Emin Fatullayev em relação a esta última ameaça recebida, porém, não tomaram nenhuma providência para identificar as pessoas que fizeram a chamada nem providenciaram proteção a ele e a sua família.
Elmar Huseynov, jornalista que como Eynulla Fatullayev mantinha uma atitude abertamente crítica com o governo do Azerbaijão, foi morto a tiros em Baku em 2005.
Ninguém compareceu à justiça pelo seu assassinato. A Amnesty International documentou vários incidentes de agressão a jornalistas por criticarem as autoridades.
fonte:
Anistia Brasil