Uma criança de cinco anos de idade, do sexo feminino, deu entrada na passada quinta-feira, 23 de Julho, no banco de urgências do Hospital “Agostinho Neto”, já sem vida, ao que tudo indica vítima de maus-tratos perpetrados pelo padrasto.
“Passavam das 19 horas quando o padrasto da menina chegou com a menor nos braços, nua e desfalecida. Minutos depois confirmava-se o óbito. O padrasto entrou em desespero”, relata uma testemunha à reportagem do Expresso das Ilhas Online.
O padrasto da criança, terá justificado no hospital que a enteada teria sofrido uma queda. “Ele contou que a criança caiu de um sofá”, apontou uma fonte do hospital citada pelo Expresso das Ilhas.
Profissionais daquele hospital suspeitaram das marcas e hematomas que o corpo da criança apresentava e chamaram a polícia.
“A morte, seguramente, não foi provocada por queda, porque o corpo da menina apresenta escoriações no pescoço, como se tivesse sido estrangulada, e hematomas, confirmou a fonte hospitalar.
Ivandro Fernandes, vizinho da criança de 5 anos de idade, alegadamente, vítima de maus-tratos, que deu entrada no hospital central da Praia sem vida, no dia 23 de Julho, garante que, há pelo menos dois meses que “a menina vinha sendo espancada pelo padrasto”.
Suspeito de espancar a menor até à morte, Paulo "Silas" Silva, de 22 anos, está a aguardar a instrução do processo e o julgamento do caso em prisão preventiva.
fonte:
Expresso das Ilhas